Amor da Nova Era

Existe um tipo de amor, que poucas pessoas conhecem. Ou até, talvez já o sentiram ou experienciaram, mas fugiram dele, talvez até o julgam ou condenam.

E porquê? Porque sai fora do padrão que a sociedade nos mostra como o normal e que é certo.

Somos tão condicionados e limitados a ver a vida de uma determinada maneira, que quando, a nossa não se encaixa na dita certa pela sociedade, acabamos por nos condenar a nós mesmos e a nos julgar.

Parece que tudo tem que se encaixar de uma determinada forma, não dando espaço a outras verdades ou realidades.

Vê-se muitos vídeos que falam sobre amor, e que nos querem fazer acreditar que ele ou ela só te ama se… corresponder a uma série de requisitos, e aí enumeram uma lista de coisas. Esta visão e realidade deixa muitas outras pessoas magoadas, frustradas e infelizes.

Porque existe outro tipo de amor e de amar, e pessoas que ainda não despertaram para esta outra realidade, acabam por sofrer demais, com a realidade imposta por esta sociedade atual.

Porque sentem um amor diferente, uma coisa fora do dito “normal” e não compreendem. Nesta incompreensão, acham-se muitas vezes loucas, obcecadas, deslocadas, desesperadas e fora da normalidade. E é óbvio, que isto causa dor e sofrimento.

Quem sente este sentimento e não o compreende ainda, e por ser diferente daquilo que a sociedade atual nos impõe como certo ou errado, acaba por entrar em um autojulgamento e muitas pessoas à nossa volta, também por não o compreender, o julgam e nos julgam.

E este amor, é um amor que SIMPLESMENTE É.

É um amor que tu amas a alma, a verdadeira essência da outra pessoa, é um amor que não cabe julgamento, se ama ou não ama. Porque é um amor livre por si só.

É um amor que te liberta. Quem ama assim, jamais quererá estar a teu lado, se sentir que te pode vir a magoar, que te pode vir a fazer sofrer.

Será que este amor altruísta, incondicional e livre não é amor?

O tipo de amor que a sociedade mais nos fala, é um amor de apego e de dependência, é o que rotula, é que prende, é que não solta. Quem está infeliz, subjuga o outro a conviver com aquela infelicidade. 

Agora o amor de alma é diferente. É aquele que é guiado pela intuição e pela sensibilidade. Tu percebes que existe amor, quando a outra alma em um corpo físico, ainda não se sente preparado e prefere abrir mão desse amor, desse romance para deixar o outro ser livre para encontrar uma felicidade que ele (ser físico), julga ser o melhor para ti.

É um amor que cuida do outro, mesmo não estando presente fisicamente. O amor é tão grande ao ponto de se, um não se achar merecedor de tal amor, ou estiver preso na ideia do que ele é, segundo o seu comportamento, abrirá mão do outro. É um amor que liberta, porque simplesmente deixa o outro ser quem ele quer ser, ainda que isso possa custar a sua Felicidade, ou causar uma dor em si mesmo.

É um amor altruísta. É uma energia de amor que é possível sentir a manifestação em todo o nosso ser. É um amor que tu não consegues duvidar dele, não consegues porque ele é tão forte em ti. Está tão presente em tina tua própria energia, que flui através de ti.

Portanto, não tem a ver com o não ser amor, mas com o não se sentir ainda pronto, para dar esse passo. E quem está no lado oposto, compreende, aceita e não julga. Porque sente no mais íntimo do seu coração, que este amor é real e consegue ter a sensibilidade para perceber que este é que é, o verdadeiro amor: O amor incondicional e divino. E que, viver a união deste amor exige tempo, exige transformação, exige cura, exige desconstrução de todas as crenças limitativas e padrões comportamentais doentios. A alma entende que para tudo, existe um propósito maior e um porquê de tudo ser como é. Nada é deixado ao acaso, neste tipo de amor.

Queria chamar a vossa atenção para despertarem para este tipo de amor. Muitas pessoas que me estão a ler, certamente estão a passar por este processo e sabem do que estou a falar. Eu sinto o amor desta forma, eu própria passei por este processo sozinha, porque há 16 anos atrás, não havia a informação que existe hoje, não havia o conhecimento que temos hoje e foi um processo de incompreensão bastante doloroso. Muito devido à forma como, a nossa sociedade nos mostra a vida, como ela é e como ela deve ser vivida.

É possível sim, amar alguém e não estar junto. E esse alguém, é possível que também te ame e não te procure. É possível sim, que possam estar separados e ainda assim, se amem. Isto porque, se algum tiver preso nas limitações internas, condicionado nas limitações mentais, se tiver condicionado pelos próprios medos, pelopróprios traumas, ele jamais te vai querer arrastar com ele para essa vida, te arrastar com ele para o seu mar de frustração interna, porque em algum nível de sua alma, simplesmente sabe que não está pronto ainda, para viver o amor como deve ser vivido, de forma incondicional, que agrega, que soma, que constrói. Não se sente pronto para viver a plenitude deste amor. E está tudo certo, pois tudo isto, faz parte do que está acordado entre estas duas almas e Deus.

Portanto, sugiro que expandam a vossa mente, não vejam apenas o amor como a sociedade limitativa nos impõe. Questionem, vejam a vida para além daquilo que os olhos vêm e os ouvidos ouvem. Quem está nesta jornada, sabe que não estás sozinha e não, não estás louca, só encontraste o teu complemento divino, aquela alma que vem para te auxiliar, despertar e elevar a tua consciência. E que Bênção que tudo isto é!

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Marisa Patrocínio

Terapeuta de Desenvolvimento Humano e Coach na Vertente Psicológica. Acredito que todos nós dispomos de uma força interior motivadora, capaz de gerar uma transformação completa na nossa forma de estar na vida. Num momento de grande sofrimento interno, em que me perdi de mim mesma, fiz uso dessa força e encontrei o amor-próprio, o equilíbrio emocional, a paz de espírito e a harmonia comigo e com os outros. EU CONSEGUI, TU CONSEGUES!

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