

Ferreira Gullar (José Ribamar Ferreira) nasceu no dia 10 de setembro de 1930, na cidade de São Luiz do Maranhão. É poeta, tradutor, ensaísta e crítico de arte. Participou ativamente da criação dos movimentos de arte de vanguarda do Concretismo e Neoconcretismo, no final dos anos 1950 e início de 1960. Por razões políticas, viveu no exílio na Rússia, Chile, Peru e Argentina, entre 1971 e 1974. Em 2002 foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura por nove professores titulares de universidades do Brasil, Portugal e Estados Unidos. É colunista do jornal Folha de S. Paulo e autor dos livros Sobre arte, sobre poesia (2006), Toda poesia (2004), O paraíso de Cézanne (2004), Relâmpagos (2003), Van Gogh – o suicida da sociedade (2003) e Cidades inventadas (1997), entre outros.
A Arte no Tempo
Um dos milagres da arte é fazer com que o passado se torne presente. A arte fortalece o vínculo entre o real e o imaginário por não se basear em elementos conceituais. Nesta conferência, Ferreira Gullar abordará como a questão do tempo aparece em seus poemas e se modifica no curso dos anos, do primeiro livro – A Luta Corporal – ao momento atual. “Essa percepção do tempo vem desde a descoberta da relação espaço-tempo no cotidiano (que descobri intuitivamente) até a aspiração da permanência, isto é, da anulação do tempo”, diz ele.